segunda-feira, 6 de julho de 2009

Avenida Paralela

soul socrates

A cidade é quente e passageira na Avenida Paralela. Nela as pessoas são objetos, os carros sujeitos. Trocam de lugar quando um corpo está no chão e o capô sujo de sangue. Ao redor uma cortina de outdoors encobre a tragédia dos condomínios fechados. Sem pessoas nas janelas, a cidade não sorri. Não vê as encruzilhadas, os carros pretos e o poder que circunda os urubus. Não vê a carniça, a macumba e os cães que ladram mais não mordem. A cidade é passageira na Avenida Paralela. A vida é efêmera, a paisagem é uma vitrine e as pessoas, as pessoas, as pessoas...morrem e param o trânsito.

3 comentários:

  1. Parabéns, Sócrates!

    É exatamente dessa maneira que enxergo a Av. Paralela. Muito bom, cara.

    Abraços.

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  2. Socrates Santana sempre genial sucesso !!!
    E que este maltrato com o resto de Verde desta av. tenha defensores pois a natureza revidará tanto decuido e maltratos.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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